Gabriela voltou do mercado indignada. Houvera sido descoberta em seu ardil para pagar menos pelo 'pãozinho do lanche' *.
"Eu fico puta com isso; é isso que atravanca o processo revolucionário! A caixa vem querer pagar de patrão para cima de mim, vê se pode! Outra já percebeu, mas deixou passar. A de agora passou os pães, olhou o preço e exclamou: só trinta e oito centavos por cinco pães? Como pode? Um pão é quarenta!
Eu respondi que também achara estranho, mas foi o valor que saiu da pesagem, logo etiquetei-o no saco.
Então chamou o gerente, ele veio, pesou, e deu R$ 1,80.
Agora eu pergunto: que ganha ela quando age assim?"
Disse Larissa: "Pois é, Gabriela, agora você está marcada lá. Tem que ir ao outro Zona Sul."
Eu: "Ou pode ir você, Larissa, ao mesmo mercado" ;)
Mas será que eles já não estarão expertos? :S
Pois bem. Sou adepto desse jeito 'macunaímico' de ser.
*frase lembrada de telejornal quando da notícia da insegurança resultante dos embates entre as forças especiais da polícia e os traficantes no complexo do alemão.
Esses telejornais são melodramáticos; fico irritado. Algo a respeito está em Jesús Martin Babero. Li por alto, só tive o livro em mãos por alguns minutos. Há anos minha tia dele me falou, disse que seria interessante etc. etc. Aceito como presente.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
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