domingo, 8 de julho de 2007

Final de período é um saco

Final de período é um saco, uma dificuldade só. A cada um que passa, percebo: a dificuldade só aumenta. Tanto assim é que comentei, em tom de piada, que ao chegar no décimo estarei a ponto de cometer suicídio.
E é sério, a situação é complicada. Óbvio que não chegará ao ponto de eu cometer suicídio (ao menos assim penso, no meio da faculdade), mas é, digo, 'cósmico'. TODO final de período as coisas se acumulam de tal forma que eu me sinto preso, com o tempo todo tomado, e isto me gera forte angústia.
Explico. Fico naquela de querer fazer as minhas coisas, satisfazer as minhas vontades, chutar o balde, aproveitar as oportunidades que surgem no mês de junho (e que, ao menos nesse, foram interessantes), contudo tenho de me destinar todo o pouco tempo que tenho a ficar em casa defronte aos livros. Isto me incomoda demais.
Tentar chutar o balde também não surte efeito. Em verdade sinto não ser um chutador de balde nato. Eu sempre fico em trânsito. Sempre fico dividido entre chutar o balde realmente - desprezar todos os compromissos portanto - e atendê-los em alguma medida qual seja possível conciliar as duas coisas, ei-las: o meu desejo de diversão, até para espairecer, e a necessidade de ficar em casa e estudar.
Penso em solicitar junto ao CACO a criação de alguma norma administrativa que estabeleça a quantidade máxima de provas por dia e/ou semana. Imagino que me aliviaria bastante e, creio, não só a mim, mas a vários outros estudantes. Algo como uma prova por dia com dois dias de intervalo entre uma prova e outra, quaisquer que sejam as matérias. Ou pode ser um dia também, daí se poderia ter três provas por semana como máximo. Todavia, nesse caso, já fica complicado.
Então fica uma prova com dois dias de intervalo; no total duas por semana, no máximo. ;)
A favor da minha classe, a favor dos estudantes; óbvio. E rejeito aquele papinho de que o tempo somos nós que fazemos, uma questão de abdicação etc. etc. Tal argumento me é risível. Pois não é questão de apenas se ter duas horas de intervalo entre o fim do estágio e o início das aulas naquele dia e se estudar neste parco tempo. É, também e talvez principalmente, a questão de haver o casamento feliz entre a disponibilidade de tempo e a disposição psíquica adequada para se estudar. Pois pode acontecer de Fulano ter horas e horas para estudar tanto naquele quanto em tantos outros dias, contudo estar de tal forma turbado, lhe sucederem tantas e tantas coisas que não lhe é possível ter a paz de espírito necessária ao estudo, e não porque não a queira ter. E aí, como fica? E agora, José?
É para casos assim que meu olhar se volta. Porque, também, creio que a minha sugestão abarca o caso dos estudantes que não estagiam ou trabalham. Fica melhor para todos: aos estudantes que não se desdobrariam para estudar, teriam mais tranqüilidade, e aos professores que se sentiriam - imagino - recompensados por terem alunos que sabem o que com apreço lecionam. E não é bonitinho isso? Sejamos todos felizes, uh!

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